Vimos no início do século nesta década, proclamar que vivemos na era da informação, porém demoramos algo em torno de 30 anos vendo essa revolução tecnológica aplicada para chegarmos nestes termos. Será que vamos esperar mais 30 anos para uma nova era? Não, os tempos de novas gerações cada vez são menores, haja visto que estamos entrando numa nova década, neste novo século e não estamos mais na era da informação, estamos vivendo a era do conhecimento, a informação já está para todos nós, em qualquer lugar, em qualquer momento. Baseados nestes conceitos, vamos então trazê-los para a área da automação industrial, mais especificamente no setor de Açúcar, Etanol e Energia, em sigla de AEE, este setor viveu e vive estas mudanças?

Sim, vamos comentar os elementos mais evidenciados: No passado a automação e controle eram projetados em controle por SDCD ou DCS (Sistemas Digitais de Controle Distribuído) e lógica de relés com temporizadores, para automação de elementos de movimento e tempo. Neste período o setor AEE quando muito aplicavam controles pneumáticos em suas plantas. No início da década de 90, vimos os PLC (Controladores Lógicos Programáveis) e Scada (Supervisórios) tomando conta de uma nova geração em tecnologia, vimos viabilizar melhorias em escala em processos, pois os custos para aplicar esta nova automação se tornaram atrativos para diversas plantas de AEE, vivíamos uma nova realidade, falávamos de controle eletrônico, operado por supervisórios e findamos a década com a aplicação das redes industriais, o setor de AEE, revivido comercial e tecnologicamente, experimenta um amadurecimento técnico das necessidades da automação como forma imperativa de produtividade. Então, neste novo século e início da década, falamos em novas tecnologias como, de gestão de ativos de planta, consolidação das redes industriais e convergência da TI (Tecnologia da Informação) no chão de fábrica e nos setores de AEE, já questionam efetividade de planta, não só produzir por produzir, neste tempo também, grupos são formados, capital estrangeiro entram no setor, que também tem que absorver uma nova cultura de gestão, através de governança corporativa. Nesta nova geração de automação que vivemos, os PDA (Planos Diretores de Automação), não são tratados mais como automação em chão de fábrica, mas sim como processos de governança para atender a gestão da informação, resultando em conhecimento de planta, de forma a garantir dados consistentes e em tempo real, montando indicativos diretamente para investidores que aplicam neste mercado de AEE. De face a essas novas exigências, como ficam nossos sistemas PLC e Scadas?

Para atender estas novas realidades, o investimento em Gestão Industrial com sistemas de convergência será mandatório, todas as informações de planta serão armazenadas e tratadas em banco de dados industriais, da mesma forma que são tratados dados corporativos, resultando em conhecimento de produtividade e efetividade, quantificado ativos financeiros em processo no tempo real.

Outra opção em novos PDA ou planos de investimento de atualizações de plantas de AEE são os DCS, como o nível de amadurecimento dos negócios em AEE vem crescendo ano a ano, a busca por sistemas integrados com todas as ferramentas, desde análise de sinais do menor nível de campo aos dados de gestão industrial, como por exemplo, índice de OEE, que indica a efetividade de um setor ou uma planta toda, exigências a parte, como por exemplo, governança alinhada ao Sarbanes-Oxley que definem consistência de dados de empresas, que via de regra negociam papeis em bolsa, sendo essa as novas realidades que os setores AEE vivem no momento. Evolução exige investimento, está claro que investimentos continuam de forma constante, novas tecnologias surgem a cada dia, diminuindo o tempo das gerações de engenharia que aplicamos, no mesmo caminho, vimos o setor de AEE buscando cada vez mais gerir de forma íntegra processos e esperam retorno sobre investimentos de forma quantitativa e qualitativa, isto é o conhecimento aplicado, nossa geração atual.

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